Oratórios e Centros Juvenis
O ano de 1841 pode ser considerado como o ano do
nascimento da obra salesiana. Dom Bosco sentia mais do que nunca
o desejo de cuidar dos jovens, pois viveu uma típica experiência
pastoral no seu primeiro Oratório, que foi para os jovens
casa que acolhe, paróquia que evangeliza, escola que encaminha
para a vida, e pátio para se encontrarem como amigos e viverem
com alegria.
O Oratório não foi inventado por Dom Bosco; ele já
existia. . . Dom Bosco desenvolveu um novo Oratório de grande
originalidade e sucesso.
Diversamente de seus modelos, o Oratório de Dom Bosco não
se apresenta como uma obra paroquial, mas como uma proposta de formação
oferecida a pessoas que a paróquia não pode atender.
O Oratório Salesiano, ou Oratório de hoje, é
um ambiente, onde crianças, adolescentes e jovens se educam,
num espaço e num clima de alegria e descontração.
O Oratório é uma forma de atendimento que funciona
com um mínimo de estruturas e de recursos. Pode funcionar
só nos finais de semana (Oratório Festivo), como também
todos os dias da semana (Oratório Diário).
O Oratório é uma obra que exige poucas estruturas
e mesmo estas são muito flexíveis. Há mil e
uma maneiras de se fazer um Oratório. Mas para que um Oratório
seja um Oratório de Dom Bosco ele precisa ter determinadas
características: ser aberto a todos e não excluir
ninguém; ter no pátio seu principal instrumento de
educação, através do esporte, das brincadeiras,
das oficinas, que se ganha o coração da criança
e do adolescente com carinho, característico da pedagogia
de Dom Bosco; ter catequese e evangelização; as estruturas
são mínimas e bastante flexíveis, não
existe modelo ideal para o Oratório, mas cada Oratório
é ele mesmo dependendo das possibilidades e exigências
dos oratorianos; ter participação dos oratorianos
na organização, animação e funcionamento
do Oratório; ser aberto a toda e qualquer atividade que contribua
para a formação do oratoriano e ter boa organização,
sabendo quais são os objetivos a alcançar e os métodos
a usar.
Segundo os Capítulos Gerais XX, XXI e XXIII, da Congregação
Salesiana, o Oratório Centro Juvenil deve ser concebido como
uma realidade que se realiza em muitas formas diferentes, mas com
algumas características comuns: é um ambiente de acolhida
ampla, possuindo um programa de evangelização missionária
e marcando uma presença cristã no mundo jovem e na
sociedade civil, para oferecer-lhes, através do despertar
e do aprofundamento de suas exigências de vida, um caminho
de educação à fé.
Nos ultimos anos a Inspetoria Salesiana do nordeste do Brasil, através
da Comissão de Oratórios e Centros Juvenis, tem investido
na formação e acompanhamento pastoral dos animadores
e animadoras. Os encontros multiplicaram-se para atender a necessidade
de facilitar a participação da maioria dos animadores
nos encontros gerais e regionais.
Existe também uma comissão que junto ao delegado dos
oratórios e centros juvenis trabalharão em cooperação
para a aplicação do PEPS Inspetorial, providenciando
propostas de formação permanente para os animadores
de Oratório, visando a espiritualidade salesiana, a capacitação
pedagógica, a habilitação em competências.
O itinerário traçado por Dom Bosco é a certeza
de que os que aderem a Cristo e o seguem viverão com Ele.
É o caminho do Oratório. E este, ainda desde suas
primeiras etapas de normadismo itinerante, se identificava com o
pátio, quer dizer, a utopia juvenil que era precioso construir
juntos como espaço vital, cultura da esperança, cenário
da caridade apostólica, a amizade, a confiança recíproca,
lugar físico da celebração de ser jovens e
de sê-lo com esperança, encontrando-se como amigos
e estar bem.
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