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Traços Históricos

A entrada dos primeiros missionários salesianos na América, em 1875, abriu as portas para a criação das Inspetorias ou Províncias salesianas do Novo Mundo.

D. Bosco contava então 60 anos de idade quando enviou seus primeiros salesianos para fora do Piemonte e do Continente europeu. Um grupo deles se fixou em Nice, na França, enquanto que outros foram mandados para a Argentina. No Brasil só foram aparecer em 1883, ano em que fundaram a Casa de Santa Rosa em Niterói. Dois anos mais tarde, em 1885, se instalaram no Liceu Coração de Jesus em S. Paulo, Capital .; e em 1890, no Colégio S. Joaquim de Lorena.

Os religiosos de D. Bosco foram trazidos para o Brasil pelo P. Luiz Lasagna, Inspetor da Inspetoria do Uruguai, cujas casas se tornaram independentes da Argentina, em 1882. As comunidades brasileiras passaram a integrar a Inspetoria uruguaia. O Inspetor era o P. Luiz Lasagna.

A presença salesiana no Norte do Brasil veio acontecer em 1894, com a fundação do Colégio de Artes e Ofícios do Sagrado Coração do Recife. Seus promotores principais foram os mesmos padres L. Lasagna e L. Giordano. No ano de 1900 foram abertas as obras de Jaboatão-Colônia e a de Salvador na Bahia, como sucursal da casa do Recife. Em 1902, a Escola Agrícola S. José (Tebaida) em SE e o Instituto Orfanológico S. Joaquim, no Recife. As demais fundações brasileiras, ou seja, as casas do Sul do país, inicialmente pertenceram à Inspetoria uruguaia, cujo Inspetor era o Pe. L. Lasagna, mesmo depois que se tornou bispo em 1893.

Nos primeiros anos (de 1894 a 1902) as casas do Nordeste do Brasil faziam parte da Inspetoria Venezuelana e Brasil Norte (Inspetoria de S. Lucas para a Venezuela), fundada em 1892. Eram oito as comunidades naquela Inspetoria, distribuídas pelas seguintes regiões.

Na Venezuela : as casas de Caracas, Valência e Curaçao;

No Norte do Brasil : Recife, Jaboatão-Colônia e Bahia;

Na América do Norte : em S. Francisco da Califórnia (S. Pedro e S. Paulo e Corpus Domini); Na Costa Leste, a casa de Nova Iorque.

O Inspetor desta Inspetoria “ sui generis ” era o Pe. José Lazzero (1837-1910), primeiro Conselheiro Profissional do Capítulo Superior. Era ainda encarregado da correspondência com os missionários. Pe. Lazzero nunca visitou sua Inspetoria. O Vice-Ispetor era o Pe. L. Giordano, que fazia praticamente o papel de Inspetor. Esta situação desconfortante durou até 1902.

Em 1901, Pe. Paulo Álbera visitou o Nordeste do Brasil. No ano seguinte os Superiores resolveram criar a I nspetoria do Norte do Brasil , colocando à sua frente o Pe. L. Giordano. Residia na Bahia, coordenando todo o território, atualmente compreendido pelas duas Províncias do Recife e Manaus. A área em sua totalidade compreendia 5.430.815,70 km 2 ou seja, 63,54% da extensão territorial do país que é de 8.547.403,50 km 2 .

As demais Inspetorias de então eram a de Maria Auxiliadora fundada em 1883, cujo Inspetor era o Pe. Carlos Peretto . A sede estava em Lorena, no vale do Paraíba. A terceira a de S. Afonso Maria de Ligório separada do Uruguai em 1896. Abrangia também Mato Grosso. O Inspetor era o Pe. Antônio Malan e a sede estava em Cuiabá. Todas, inclusive em outras nações, foram aprovadas canonicamente em 1902.

O Norte do Brasil tinha então 32 salesianos, três noviços e cinco obras. O Colégio de Artes e Ofícios do Sagrado Coração em Recife (1894); A Colônia S. Sebastião em Jaboatão (1900) PE; O Colégio de Salvador da Bahia, ou Liceu Salesiano do São Salvador (1900); O Orfanotrófio S. Joaquim em Recife (1902). A Escola Agrícola S. José no interior de Sergipe também denominada Tebaida (fechada em 1922). Esta Escola foi a primeira fundação do Norte (19 de março de 1902), realizada após a instituição canônica da Inspetoria, em 20 de janeiro de 1902.

Em reunião do dia 26 de janeiro de 1912, na sede inspetorial da Inspetoria do Sul, em Lorena, o Pe. Inspetor Pedro Rota lê uma carta do secretário do Capítulo Superior, dando notícias da unificação das duas Inspetorias: a do Sul e do Norte do Brasil. Assim o passamos a ter duas Províncias: a do Brasil Sul e Norte (Maria SS. Auxiliadora) e a de Mato Grosso, denominada S. Afonso Maria de Ligório , cujo Inspetor era Pe. A. Malan. Com a união o Norte recebeu novos salesianos vindo do Sul. A formação dos futuros religiosos passou a ser bem mais aprimorada, com a preparação nos seminários e o envio dos estudantes para as casas de S. Paulo e Itália.

Em 1925, com o término do mandato do Pe. Pedro Rota, retornou-se à situação de 1912. A Inspetoria Brasil Norte e Brasil Sul é novamente separada. Na época foram apresentados alguns motivos que levaram os Superiores a tomarem a decisão: poucos salesianos, muito trabalho, cansaço e doenças; a Inspetoria do Sul tinha 118 salesianos, enquanto no Norte havia cerca de 60 com uma média mais ou menos de 5 noviços por ano. Acresce que uma certa crise de autoridade , tornava difícil as mudanças de pessoal, pois o número insuficiente de salesianos fazia com que os diretores não cedessem facilmente seus súbditos para outras comunidades.

Em 1957 a Inspetoria S. Luiz Gonzaga foi dividida em duas: a do Nordeste do Brasil que conservou o nome original, permanecendo a sede em Recife; e a do Norte do Brasil Inspetoria Missionária do Amazonas. Ambas até hoje conservam a mesma denominação e a mesma área geográfica.


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